Admirável mundo novo


01/09/2009


Seqüência/Lembranças

O amor é a constante lembrança do outro em si e de si no outro. o luto é rompimento da lembrança de si no outro. A melancolia é o prolongamento narcísico da lembrança do outro em si. A vida é a constante afirmação de si e do outro, até a não-existência de si.

Escrito por Ricardo às 12h40
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03/02/2009


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Você sabe o que é aficaz?

Escrito por Ricardo às 16h36
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23/12/2008


conto de natal (hay kay expandido)

 

Nunca soube direito o que é natal.
Família, embora, era conhecida.
Carinho era difícil de arrancar
Contra ou a favor dele, pequenino.

 

As datas que na escola se aprendiam
se afastaram da imagem de um cartão,
tarefa obrigatória apreciada,
até, por uma estrada indistinguível.

 

A alegria do encontro e da família,
dos amigos distantes, importantes,
de lágrimas, vazios, ganhou espaço

 

à medida que a vida se inundou
de perdas e tristezas, tendo fome
do vazio preenchido, alma plena.

Escrito por Ricardo às 18h09
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Intervalos

O de sexta é grandiloquente. Sextas no piano fazem qualquer iniciante parecer um mestre. Arranjos com sextas são funcionais, fáceis.

A quinta é dura, imponente, difícil.

Terças se tornaram brega, principalmente por causa do sertanejo, às vezes injustamente desdenhado. Mas um intervalo melódico de terça menor dificilmente deixará de arrancar lágrimas, quando bem usado. Fácil não é.

A quarta é um enfeite fácil. Liminha adora.

Mas um intervalo de segunda, poxa vida, o mais fácil, desse eu não sei falar nada...

Escrito por Ricardo às 17h35
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16/07/2008


Duas considerações sobre a legislação no país da piada pronta

1) Como é possível que uma determinada parcela da população alardeie a "altíssima carga tributária" do país sendo que a mesmíssima parcela da população acha um absurdo o montante dos créditos disponíveis nos programas "nota fiscal paulista" e "nota fiscal paulistana"?

2) É muito engraçado quando um bêbado engraçado vira notícia ("quem bebe tem que tomar mesmo!"), e mais ainda quando o editor do jornal não tem o mínimo senso de humor.

Escrito por Ricardo às 19h47
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28/12/2007


Silogismos

Há três deturpações básicas do que seja entendido como "público". A primeira é a simples privatização. O que é público é de todos, logo, é meu. Sendo meu, não é de mais ninguém, apenas meu. A segunda, é a omissão. O que é público não é de ninguém, tampouco meu, e portanto não é importante. Em última instância, inexiste. A terceira, mais cruel, é a que apregoa como sendo pública uma determinada concepção, individual, de mundo. "Público" passa a ser um adjetivo para sua política, suas propostas. Esta última, a que mais se aproxima da concepção original, é falha por sempre estar próxima da noção de "democracia". Falha por se esquecer que a república precisa de papéis definidos, nos quais os que tem o papel de obecer apenas obedecem. Mas antes de colocar em prática qualquer tentativa real de democracia, os defensores da república democrática defenderão a manutenção de seu status de ter o papel de mandar. Então retornam à primeira deturpação.

Escrito por Ricardo às 01h40
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21/07/2007


Alucinação coletiva

Do Jirimia nada mais se sabe do que a imaginação é capaz de criar, alimentada pelo pitoresco inexplicado. O que não se sabe é o papel da imaginação mesma na criação deste mesmo pitoresco, como um ouroboros ao contrário: um monstro que vomita a si mesmo.

Escrito por Ricardo às 18h10
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09/07/2007


fim da história

Hoje fui assistir "ventos da liberdade", e cheguei à conclusão de que no final tudo dá certo. O problema consiste precisamente em sobreviver até lá, e, acima de tudo, identificar o momento do final, que certamente não pode ser o momento em que se passa a mais matar do que correr o risco de morrer.

Escrito por Ricardo às 02h59
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05/05/2007


Sobre os acontecimentos recentes

Não parece mais ou menos isso?

Escrito por Ricardo às 17h43
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02/05/2007


Lost

Porque raios tem que ter uma quarta temporada?

Escrito por Ricardo às 03h11
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28/04/2007


Bergsonianas

1) Os camelôs se aproveitam da percepção pela multiplicidade de interioridade recíproca.

2) Uma aula de geometria não difere de um espetáculo de ilusionismo.

3) Na cama, a horizontalidade é conservadora.

Escrito por Ricardo às 00h26
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11/04/2007


Concurso de Histórias sobre "porque o legume chama legume"

Long time ago, o Luquinhas tinha participado de uma peça, na escola, daquelas que são um sucesso (entre os pais, os irmãos já pressentem o ridículo) e ganhado, de sua mãe, na ocasião, uma fantasia de abelha. Desde então, era comum vestir-se de abelhinha. Adorava. Certa feita, seus amigos, pequenos e grandes o bastante para já ter a semente de malícia que toda criança tem levemente desabrochada e ainda espontâneos, perguntaram-se qual era sua flor favorita, ao que o luquinhas-abelhinha respondeu: "legume!". Como se sabe, escárnio e apelido são estremamente interligados.

Escrito por Ricardo às 12h00
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28/12/2006


Contrafactual (soneto não tão heróico)

Em minha derradeira noite sonho
um herói que derrota mil quimeras,
conquista mil donzelas e apavora
seus vilões respectivos, todos lânguidos.

Percebo que este sou eu, performático,
altivo e ao mesmo tempo recatado.
Imaginário, dúvida não há.

Percebo ser aquele meu pretérito
inexistente, farto de sandices.
Vejo uma galeria de não-feitos,
e não tê-los é culpa toda minha.

Sempre tem algo que podia ter sido,
Mas se fosse esse algo o acontecido,
não era eu, mas outro reclamando.

Escrito por Ricardo às 11h15
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24/12/2006


Carta ao partido

A estupidez do homem capitalista faz com que este se mantenha dentro das estritas linhas do possível. O impossível deve ser construido antes, planejado. O homem burguês não dá espaço ao indesejado, imprevisto, realmente surpreendente. As supresas burguesas são planejadas. "Isso? Como você vai fazer isso? Como?" A aporia de um mundo impossível faz parte da angústia de quem critica até a raiz (ou radicalmente) o mundo burguês, e se recusa à racionalidade burguesa. Ser antiburguês é carregar o peso do impossível, com todo o pessimismo e otimismo que cabem a tal atitude.

Infelizmente o mundo burguês inventou uma idéia burguesa de revolução, precedida por uma teoria. Os mais famosos desses são os Leninistas, estúpidos ao ponto de não perceberem o quanto a teoria de seu guru foi eficiente a ponto de determinar, como queria o sistema burguês, todos os passos ulteriores daquele novo planejado, e suas conseqüências, até Krushev, Brejnev e a queda do muro, que não estava na teoria leninista, mas cuja queda sim, estava.

A necessidade de certeza, a tacanhez do planejamento dos lucros e danos arrasta os boçais auto-intitulados revolucionários para o abismo do capitalismo, que continua a criar boçais. Às vezes, somente desejo a extinção da espécie humana, em prol das abelhas, lagartixas e coalas, que absolutamente não merecem compartilhar conosco nossa imbecilidade. Sempre que precisar de um "plano infalível" para fazer alguma coisa, lembre-se de que essa é uma das estruturas fundamentais do sistema vigente.

Escrito por Ricardo às 12h56
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16/11/2006


Darth vader mau menino

Genial! Eu queria brincar com aquilo! youtube

Escrito por Ricardo às 10h11
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